sexta-feira, 21 de maio de 2010

REDE DE ONGS DA MATA ATLÂNTICA

Criada a partir do Fórum de Organizações Não Governamentais Brasileiras e Movimentos Sociais, durante a Rio 92, a Rede de ONGs da Mata Atlântica – RMA tem o objetivo de unir forças e trocar informações entre as entidades que atuam no vasto domínio da Mata Atlântica.
Desde sua fundação, a RMA trabalha pelo fortalecimento das ações locais e regionais das entidades filiadas, através de monitoramento e articulação de políticas públicas que influenciam direta ou indiretamente a Mata Atlântica. Nos últimos dez anos foram criadas centenas de ONGs no território nacional. Muitas entidades que fazem parte desta rede têm características, enfoques e atuações diversas.
Em 1999, a Rede abriu escritório em Brasília para acompanhar as políticas da Mata Atlântica no âmbito do Governo Federal e legislativo. A RMA é a uma referência porque mobiliza diversas ONGs e consegue reunir informações consistentes sobre a Mata Atlântica.
A atuação da Rede se dá principalmente no terreno político, refletindo sua concepção como foro de debate e instrumento de representação da sociedade civil. Desde sua criação, a RMA tem atuado junto aos parlamentares e ao poder executivo brasileiro, conquistando importantes vitórias legais e políticas para a conservação da floresta tropical mais ameaçada do planeta.
Desde 2003, a Secretaria Executiva da Rede funciona em Brasília, com uma equipe permanente de cinco funcionários, além de colaboradores. A equipe é multidisciplinar e voltada a atender às demandas internas e externas da Rede. Essas assessorias trabalham nos campos político, institucional, comunicação e financeiro.

A Rede de ONGs da Mata Atlântica tem como objetivo a defesa, preservação, conservação e recuperação da Mata Atlântica através da promoção do intercâmbio de informações, da mobilização, da ação política coordenada e do apoio mútuo entre as ONGs.
ELO AMBIENTAL
Elo Ambiental é uma Organização sem fins lucrativos, iniciada por um grupo de ambientalistas em agosto de 1994.
Oficialmente, foi registrada em 23 de março de 2000 e declarada de Utilidade Pública (Lei nº 2.730) por projeto de Lei aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Vinhedo.
Em 2006, recebeu certificado de OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, pelo Ministério da Justiça - DF.
Com enfoque em preservação de mananciais, a Elo trabalha na conscientização para a conservação e recuperação ambiental da região e na proteção do meio ambiente.
Como instituição do 3º setor, mantém-se pelo desenvolvimento de projetos ambientais, trabalho voluntário e contribuição financeira de seus associados, assim como do apoio e parceria de entidades públicas e privadas.
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ MISSÃO
A ELO Ambiental é uma Organização Não Governamental com a missão de incentivar a harmonia entre a sociedade e o seu ambiente. A crescente urbanização e diminuição de áreas naturais por desmatamento, degradação e assoreamento das cabeceiras de rios, queimadas e poluição por resíduos de toda natureza são algumas das muitas ameaças para a região. Com enfoque em preservação de mananciais, a ELO tem trabalhado na conscientização para a conservação e recuperação ambiental da região.
VISÃO
Recuperar e preservar os cursos d'água por meio de ações conjuntas entre a sociedade, empresas e governo, dentro de uma visão holística de que todas as ações humanas, em uma bacia hidrográfica, interferem na vida dos mananciais.
PRINCÍPIOS
 Respeitar os valores éticos e democráticos nas relações entre pessoas, instituições e o meio ambiente;
 Preservar o ambiente e melhorar a qualidade de vida;
 Trabalhar em duas frentes - a defesa do meio ambiente e o fortalecimento constante da Entidade;
 Definir as resoluções da entidade na forma de consenso ou por consentimento;
 Propor soluções frente aos desafios ambientais;
 Valorizar as parcerias no desenvolvimento de projetos;
 Multiplicar os conhecimentos entre os membros da entidade através de encontros, circulares e visitas técnicas;
 Apoiar outras entidades, iniciativas e movimentos com os mesmos objetivos da ELO;
 Denunciar crimes ambientais;
 Divulgar informações ambientais;
 Trabalhar em harmonia com todos os segmentos da comunidade, municipalidade e governo;
 Atuar de forma apartidária.


RESUMINDO:
Esse blog me ajudou a entender a importância dessas ongs para o mundo. Todas elas ajudam de uma forma ou de outra, a preservar o planeta, umas preservam os animais como o wwf e outras preservam o meio ambiente como o greenpeace. Todas tem muitos apoiadores que ajudam como podem. Façamos a nossa parte!

ORGANIZAÇÃO DE ENVERGADURA MUNDIAL

Em 15 de setembro de 1971, um grupo de 12 pessoas, entre ambientalistas e jornalistas, levantou âncora no porto de Vancouver, no Canadá. Assim nasceu o Greenpeace.
A Guerra do Vietnã ocupava as manchetes de todos os veículos de comunicação, jovens pacifistas atravessavam todos os dias à fronteira dos Estados Unidos para engrossar a legião de desertores no Canadá, o rock invadia as rádios, os hippies ditavam a moda. Tudo isso era visível nos tripulantes do Phyllis Cormack, o pequeno barco de pesca alugado que rumava para Amchitka (ilhas Aleutas, Pacífico Norte), local onde os Estados Unidos conduziriam mais um teste nuclear. No mastro da embarcação, tremulavam duas bandeiras: a da ONU – para marcar o internacionalismo da tripulação – e outra com as palavras “green” e “peace” – representando a ideia da defesa do ambiente e da paz.
A expectativa era grande. Dois anos antes, um teste nuclear norte-americano em Amchitka havia gerado enorme controvérsia. A região tem uma das estruturas geológicas mais instáveis do planeta e sofre com frequentes terremotos e maremotos. Cerca de 10 mil pessoas tentaram impedir esse primeiro teste bloqueando o maior posto de fronteira entre o Canadá e os EUA, carregando faixas que diziam: “Não faça onda!”, em referência aos maremotos. O governo norte-americano desprezou os protestos, realizou o teste e anunciou a realização de mais um, cinco vezes mais potente, no mesmo local, em 1971. Era preciso fazer algo além de colocar faixas na fronteira, pensavam dois dos envolvidos nos primeiros protestos – Jim Bohlen e Irving Stowe.
O nova-iorquino Jim Bohlen era um ex-mergulhador e operador de radar da Marinha norte-americana durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1966, quando percebeu que o envolvimento norte-americano no Vietnã era irreversível, deixou a Marinha e mudou-se para Vancouver com a mulher, Marie. Lá, durante uma passeata contra a guerra, o casal conheceu Irving e Dorothy Stowe, que também havia abandonado os Estados Unidos por convicção religiosa. Eles eram quackers, grupo religioso de tradição protestante que acredita numa forma pacífica de resistência, que consiste em estar fisicamente presente na cena de um acontecimento ruim como forma de impedi-lo.
Irving Stowe, advogado formado em Yale, trabalhava num jornal underground contrário à guerra, o Georgia Straight. Com um jovem estudante de direito da Universidade da Colúmbia Britânica, Paul Cote, fundaria um movimento pacifista e ecologista que viria a se tornar o Greenpeace, o Comitê Não Faça Onda.
Junção de ideais - O nome da nova organização é fruto do acaso: isoladas na bandeira do barco, essas palavras não cabiam num button vendido para ajudar a arrecadar fundos para a viagem. Foi necessário juntá-las. Nascia o Greenpeace.
Robert Hunter enfrentou a longa viagem lendo um livro sobre mitos e lendas indígenas. Um trecho do livro impressionou a tripulação – ele narrava a previsão feita 200 anos antes por uma velha índia cree, chamada Olhos de Fogo, sobre o futuro do planeta:
“Um dia a terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos nas correntezas dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.”
Alguns anos depois, o nome “Guerreiro do Arco-Íris” (Rainbow Warrior, em inglês) seria orgulhosamente pintado no casco do mais famoso navio do Greenpeace e viraria sinônimo de ativismo ambiental. O Phyllis Cormack, porém, não chegou a seu destino: em 20 de outubro, a tripulação foi presa pela guarda costeira dos Estados Unidos e expulsa da região. Ao voltar para Vancouver, os pioneiros do Greenpeace estavam nas manchetes de jornais em toda a América do Norte. O teste nuclear havia sido adiado em mais de um mês. E foi o último realizado em Amchitka.